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Brasil (11)

Entidade elaborou pedido de impeachment contra o presidente

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) deve protocolar nesta quinta-feira (25) um pedido de impeachment contra o presidente Michel Temer (PMDB) sob a acusação de prevaricação, que caracteriza crime de responsabilidade, passível de afastamento do chefe do executivo. O pedido foi feito com base no conteúdo do áudio da conversa entre o peemedebista e Joesley Batista, dono da JBS.

No áudio precário, sobre o qual paira a suspeita de edição, o momento de maior destaque é aquele em que ouve-se Temer dando a aprovação para a continuidade da mesada para o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ser mantido em silêncio.

Não é neste trecho, porém, que é baseado o pedido de impeachment. A OAB cita duas partes da gravação: quando o empresário contou como comprou dois juízes e um procurador e o momento em que Joesley pediu a ajuda de Temer para resolver problemas no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Segundo a entidade, o presidente errou ao não informar às autoridades competentes o teor da conversa.

Mas o que é prevaricação?

A palavra é estranha a muitos brasileiros, mas o dicionário Aurélio ensina que o primeiro significado de prevaricação é “faltar ao dever”. No âmbito legal, esta falha se refere àqueles que ocupam cargos público, incluindo o presidente da República.

O artigo 319 do Código Penal diz o que é o crime de prevaricação, cuja pena é de três meses a um ano de detenção, além de multa: “Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa da lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”.

Embora fale que ocupantes de cargos públicos têm de agir em determinadas situações, o artigo não enumera quais são elas.

O Artigo 78 da Constituição Federal, porém, indica algumas obrigações do presidente: cabe ao chefe do executivo o compromisso de “manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro.” Ou seja: diante de uma ilegalidade, o presidente não poderia se furtar a tomar uma providência, como dar voz de prisão ou denunciar o criminoso às autoridades competentes.

Luiz Guilherme Conci, professor de Direito Constitucional da PUC-SP, explica melhor a questão. Ele ressalta que qualquer pessoa pode dar voz de prisão em flagrante para alguém que conta ter cometido crimes. “O cidadão comum não é obrigado a fazer isso, mas os funcionários públicos e o presidente são - ou ao menos devem denunciar os crimes. Se isso não fizerem, é prevaricação”, afirma.

Suposta edição do áudio não importa, diz OAB

Para a OAB, não importa a suspeita de que o áudio tenha sido editado, mas o fato de Temer ter reconhecido que conversou com Joesley naquelas circunstâncias.

“A peça da OAB e a decisão que foi tomada têm como base as declarações do próprio presidente da República. Em nenhum momento, ele nega os fatos e a interlocução que teve. Mesmo que os áudios pudessem ter alguma edição, as próprias declarações do presidente da República reconhecem o diálogo que ele teve com o investigado”, justificou no início da semana, em entrevista coletiva, o presidente da entidade, Carlos Lamachia.

“Para nós, o ponto central não é se o áudio teve uma ou outra edição. A Ordem tem o áudio dentro do contexto, dentro do conjunto probatório. A OAB levou em consideração as manifestações do presidente da República, que em momento algum desqualifica o que foi dito na conversa”.

Outros pedidos de impeachment

A Câmara dos Deputados já tem outros 12 pedidos de impeachment contra Temer – três deles foram protocolados antes da divulgação do áudio.

No entanto, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já avisou que não vai atuar como "agente desestabilizador" do governo. Ele negou, porém, ter arquivados pedidos de impeachment e disse que uma questão "tão grave como essa não pode ser avaliada num drive-thru".

Fonte: Band

Houve vandalismo e confronto entre a polícia e manifestantes em um protesto em Brasília nesta quarta-feira (24). A PM atirou balas de borracha e gás lacrimogênio, enquanto manifestantes atiravam pedras e tentavam avançar em direção ao Congresso. Quatro foram detidos e uma pessoa ficou ferida por arma de fogo, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.

Os manifestantes pedem a renúncia do presidente Michel Temer e criticam as reformas trabalhista e da Previdência. Às 15h50, havia cerca de 35 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios, segundo a PM. A organização do protesto não informou o número.

Um dos detidos é um professor do Espírito Santo que estava acompanhado da filha, menor de idade. Três dos presos portavam entorpecentes e arma branca, segundo a Polícia Militar.

Nesta tarde, vários atos de vandalismo foram registrados ao longo da via. Houve incêndio no Ministério da Agricultura, e equipes do Corpo de Bombeiros estavam no local por volta das 16h.

Também foram danificados os prédios da Fazenda, Minas e Energia, Planejamento e Turismo, além do Museu da República e Catedral Metropolitana. Fachadas foram pichadas com palavras de ordem como "fora, Temer" e "diretas já". Grupos também quebraram vidraças e refletores. Pastas e documentos foram retirados dos ministérios da Cultura e do Meio Ambiente, que dividem o mesmo prédio.

Servidores dos ministérios receberam ordens de evacuar os prédios por volta das 15h30 (horário de Brasília).

G1

Ronalth Correia Coelho foi morto neste final de semana durante uma ação que tentava resgatar uma quadrilha do presídio de Pedrinhas, no Maranhão.

Coelho era investigado por assaltar a agência bancária do Banco do Brasil de Sonora e ter levado R$ 1 milhão no dia 18 de abril do ano passado. Na época, Ronalth foi apontado como o mentor do crime no Estado. Um morador de Sonora ficou ferido na troca de tiros com policiais e um taxista acabou sendo usado como refém.

O resgate no presídio de Pedrinhas tinha a intenção de libertar sete presos que fazem parte de quadrilha interestadual de roubo a bancos. As informações são da Superintendência Estadual de Investigações Criminais do Maranhão.

Grupo armado com fuzis participou da explosão de muro e ainda atirou em agentes penitenciários. No total, 32 internos conseguiram fugir e até esta segunda-feira (22), nove tinham sido recapturados.

Seis homens foram mortos na troca de tiros, ainda no presídio. Entre eles estava Ronalth. Outro morreu quando tentava fugir da Polícia Militar em São Luís.

Fonte: Coxim Agora

Fachin decidiu remeter para julgamento pelo plenário da Corte

O ministro do Supremo Trinunal Federal (STF) Edson Fachin decidiu hoje (20) enviar para perícia da Polícia Federal (PF) o áudio no qual o empresário Joesley Batista, dono da empresa JBS, gravou uma conversa com o presidente Michel Temer. A perícia foi solicitada pela defesa do presidente.

Na mesma decisão, Fachin decidiu remeter para julgamento pelo plenário da Corte, na próxima quarta-feira (24), o pedido feito pela defesa do presidente Temer para suspender as investigacões até que a finalização da perícia.

Antes da decisão do ministro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu a continuidade da investigação e disse que não contém qualquer "mácula que comprometa a essência do diálogo", mas informou não se opõe ao pedido de perícia feito pelo presidente.

Mais cedo, em novo pronunciamento à nação, Temer anunciou um recurso ao Supremo, questionou a legalidade da gravação e disse que há muitas contradições no depoimento de Joesley Batista, como a informação de que o presidente teria dado aval para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, que está preso em Curitiba.

Fonte: Agencia Brasil

Trechos da conversa revelam a intenção do tucano em barrar a Lava Jato e como foi a negociação de entrega do dinheiro pedido por Aécio a Joesley

Entre as gravações feitas por Joesley Batista, dono do grupo JBS, entregues à Procuradoria-Geral da República durante a delação premiada do empresário, estão os diálogos dele com o senador afastado Aécio Neves (PSDB).

Transcrito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, no despacho responsável por afastar o tucano, e obtido e divulgado nesta quinta-feira (18) pelo site Buzzfeed Brasil, a conversa revela como Aécio queria interromper a Operação Lava Jato.


"Ministro da Justiça é 'um bosta de um caralho'"


Aécio — Esses vazamentos, essa porra toda, é uma ilegalidade.


Joesley — Não vai parar com essa merda?


Aécio — Cara, nós tamos vendo (...) Primeiro temos dois caras frágeis pra caralho nessa história é o Eunício [Oliveira, presidente do Senado] e o Rodrigo [Maia, presidente da Câmara], o Rodrigo especialmente também, tinha que dar uma apertada nele que nós tamos vendo o texto (...) na terça-feira.


Joesley — Texto do quê?


Aécio — Não... São duas coisas, primeiro cortar o pra trás (...) de quem doa e de quem recebeu.
Joesley — E de quem recebeu.


Aécio — Tudo. Acabar com tudo esses crimes de falsidade ideológica, papapá, que é que na, na, na mão [dupla], texto pronto nãnã. O Eunício afirmando que tá com colhão pra votar, nós tamo (sic). Porque o negócio agora não dá para ser mais na surdina, tem que ser o seguinte: todo mundo assinar, o PSDB vai assinar, o PT vai assinar, o PMDB vai assinar, tá montada. A ideia é votar na... Porque o Rodrigo devolveu aquela tal das Dez Medidas, a gente vai votar naquelas dez... Naquela merda das Dez Medidas toda essa porra. O que eu tô sentindo? Trabalhando nisso igual um louco.


Joesley — Lógico.


Aécio — O Rodrigo enquanto não chega nele essa merda direto, né?


Joesley — Todo mundo fica com essa. Não...


Aécio — E, meio de lado, não, meio de leve, meio de raspão, né, não vou morrer. O cara, cê tinha que mandar um, um, cê tem ajudado esses caras pra caralho, tinha que mandar um recado pro Rodrigo, alguém seu, tem que votar essa merda de qualquer maneira, assustar um pouco, eu tô assustando ele, entendeu? Se falar coisa sua aí... forte. Não que isso? Resolvido isso tem que entrar no abuso de autoridade... O que esse Congresso tem que fazer. Agora tá uma zona por quê? O Eunício não é o Renan.


Joesley — Já andaram batendo no Eunício aí, né? Já andaram batendo nas coisas do Eunício, negócio da empresa dele, não sei o quê.


Aécio — Ontem até... Eu voltei com o Michel ontem, só eu e o Michel, pra saber também se o cara vai bancar, entendeu? Diz que banca, porque tem que sancionar essa merda, imagina bota cara.
Joesley — E aí ele chega lá e amarela.


Aécio — Aí o povo vai pra rua e ele amarela . Apesar que a turma no torno dele, o Moreira [Franco], esse povo, o próprio [Eliseu] Padilha não vai deixar escapulir. Então chegando finalmente a porra do texto, tá na mão do Eunício.


(...)


Joesley — Esse é bom?


Aécio — Tá na cadeira (...). O ministro é um bosta de um caralho , que não dá um alô, peba, está passando mal de saúde pede pra sair. Michel tá doido. Veio só eu e ele ontem de São Paulo, mandou um cara lá no Osmar Serraglio, porque ele errou de novo de nomear essa porra desse (...). Porque aí mexia na PF. O que que vai acontecer agora? Vai vim um inquérito de uma porrada de gente, caralho, eles são tão bunda mole que eles não (têm) o cara que vai distribuir os inquéritos para o delegado. Você tem lá cem, sei lá, 2.000 delegados da Polícia Federal. Você tem que escolher dez caras, né?, do Moreira, que interessa a ele vai pro João.


Joesley — Pro João.


Aécio — É. O Aécio vai pro Zé (...)


[Vozes intercaladas]


Aécio — Tem que tirar esse cara.


Joesley — É, pô. Esse cara já era. Tá doido.


Aécio — E o motivo igual a esse?


Joesley — Claro. Criou o clima.


Aécio — É ele próprio já estava até preparado para sair.


Joesley — Claro. Criou o clima.


“Como vou entrar numa merda dessa sem advogado?”


A TV Globo também divulgou outro trecho da conversa entre os dois que se refere à negociação de R$ 2 milhões pedidos pelo tucano ao empresário. Na conversa, Aécio indica o primo, Frederico Medeiros, para receber o dinheiro, que seria para pagar o advogado de defesa do senador afastado no processo da Lava Jato.


Aécio também cita a irmã, Andrea Neves, que foi presa nesta quinta-feira. Veja o diálogo:


Joesley - Deixa eu te falar dois assuntos aqui, rapidinho. É...a tua irmã teve lá.


Aécio - Obrigado por ter recebido ela lá


Joesley - Tá...ela me falou de fazer dois milhões, pra tratar de advogado ...primeira coisa, num dá pra ser isso mais. Tem que ser....


Aécio – É?


Joesley - Tem que ser. Eu acho pelo que a gente tá vendo tudo, pra mim e pra você... vai ser, a primeira coisa


Aécio - Por que os dois que eu tava pensando era trabalhar (no processo)


Joesley - Eu sei, aí é que tá


Aécio - ..... assim ó .... toma não tem, pronto. Primeira coisa. Eu consigo (...) que é pouco, mas é das minhas é das minhas lojinhas, que eu tenho, que caiu a venda pa caralho


Aécio - [Risos]


Joesley - É rapaz, isso aqui era setecentos, oitocentos.


Aécio – Como é que a gente combina?


Joesley – Tem que ver, você vai lá em casa ou ....


Aécio – O FRED


Joesley – Se for o FRED eu ponho um menino meu pra ir. Se for você sou eu. [risos] Só pra...


Aécio – Pode ser desse jeito...risos


Joesley – Entendeu. Tem que ser entre dois, não dá pra ser...


Aécio – Tem que ser um que a gente mata eles antes dele fazer delação [risos]


Joesley – [Risos] Eu e você. Pronto... ou FRED e um cara desses...pronto


Aécio – V amos combinar o FRED com um cara desse . Porque ele sai lá e vai no cara. Isso vai me dar uma ajuda do caralho. Não tenho dinheiro pra pagar nada. (...). Sabe porque eu tenho que segurar esse advogado. (...) Porque não tem mais, não tem ninguém que ajuda


Joesley – E do jeito que tá...


Aécio – Antes de ter mandado a ANDREA lá eu passei dez noites sem dormir direito . Falei não vou não porque o cara já me ajudou pra caralho. Mas não tem jeito, eu vou entrar numa merda dessa sem advogado?
Joesley – Você tá certo.


Aécio – Faz como?


Joesley – Pronto. O menino entra em contato com o FRED.


Aécio – O menino liga pro FRED. O FRED já sai de lá e já deixa na casa do cara e acabou.


Joesley – Pronto. Quinhentos por semana pá pá pá. Eu acho que eu consigo. A partir da semana que vem.


Aécio – Primeiro liga pro FRED


Joesley – Pronto, eles se acertam


O documento conlcui: “Como se vê da transcrição, Joesley e o Senador Aécio Neves, numa reunião intermediada pela irmã do parlamentar, Andrea, que já havia sido a portadora da solicitação da vantagem indevida feita por seu irmão, acertam o pagamento de 2 milhões de reais, em quatro parcelas semanais, a serem recebidos por um intermediário, no caso, seu primo Frederico Medeiros (FRED)”.
Leia também: Pedido de cassação de Aécio é apresentado, mas Senado está sem Conselho de Ética

Fonte: Ultimos segundos

Informação faz parte do conteúdo da delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista

Os donos da JBS disseram em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR) que gravaram o presidente Michel Temer dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois que ele foi preso na operação Lava Jato. A informação é do colunista do jornal "O Globo" Lauro Jardim.

Segundo o jornal, o empresário Joesley Batista entregou uma gravação feita em março deste ano em que Temer indica o deputado Rodrigo Rocha Lourdes (PMDB-PR) para resolver assuntos da J&F, uma holding que controla a JBS. Posteriormente, Rocha Lourdes foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil, enviados por Joesley.

Em outra gravação, também de março, o empresário diz a Temer que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada para que permanecessem calados na prisão. Diante dessa informação, Temer diz, na gravação: "tem que manter isso, viu?"

Na delação de Joesley, o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, é gravado pedindo ao empresário R$ 2 milhões. A entrega do dinheiro a um primo de Aécio foi filmada pela Polícia Federal (PF). A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que foi depositado numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).

Nem Temer nem Aécio se manifestaram ainda sobre a declaração.

O colunista conta que os irmãos Joesley e Wesley Batista estiveram na quarta-feira passada no Supremo Tribunal Federal (STF) no gabinete do ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin – responsável por homologar a delação dos empresários. Diante dele, os empresários teriam confirmado que tudo o que contaram à PGR em abril foi de livre e espontânea vontade.

Joesley contou ainda que seu contato no PT era Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma Rousseff. Segundo "O Globo", o empresário contou que era com Mantega que o dinheiro da propina era negociado para ser distribuído aos petistas e aliados, e também era o ex-ministro que operava os interesses da JBS no BNDES.

CUNHA

Joesley disse na delação que pagou R$ 5 milhões para Eduardo Cunha após sua prisão na Lava Jato. O valor, segundo o jornal, seria referente a um saldo de propina que o deputado tinha com o empresário. Joesley Batista disse ainda que devia R$ 20 milhões por uma tramitação de lei sobre a desoneração tributária do setor de frango.

Fonte: G1

Decisão havia sido tomada no processo em que o ex-presidente é réu, junto com mais seis pessoas, acusado de tentar obstruir a Lava Jato

A Segunda Instância da Justiça Federal em Brasília derrubou nesta terça-feira (16) a decisão que suspendeu, na semana passada, as atividades do Instituto Lula. A decisão atendeu a um recurso protocolado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi proferida pelo desembargador Névton Guedes.

A decisão em que as atividades foram suspensas por determinação do juiz Ricardo Augusto Soares Leite, substituto da 10ª Vara Federal de Brasília, foi tomada no processo em que o ex-presidente é réu, junto com mais seis pessoas, acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato.

Inicalmente, o magistrado informou que a decisão tinha sido tomada a pedido do Ministério Público Federal (MPF). No entanto, no dia seguinte, a Justiça Federal informou que a decisão foi tomada pelo juiz por conta própria.

Dessa maneira, Leite agiu “de ofício”, ou seja, sem provocação da defesa ou da acusação. Ele justificou a medida com base no Artigo 319 do Código do Processo Penal (CPP), que prevê a “suspensão do exercício de função pública ou de atividade de natureza econômica ou financeira quando houver justo receio de sua utilização para a prática de infrações penais”.

O desembargador Guedes entendeu que a suspensão das atividades do instituto, concedida pelo juiz da primeira instância, não poderia ter sido decretada de forma unilateral, sem solicitação do Ministério Público.

"Dificilmente os danos eventualmente causados ao paciente [Lula] e ao Instituto Lula poderiam ser revertidos, sendo essa mais uma razão para que a medida cautelar não tivesse sido deferida na primeira instância, muito menos de ofício. E sendo também essa uma razão para que, de imediato, lhe seja imposto a competente eficácia suspensiva para fazer cessar seus efeitos deletérios", decidiu.

Fonte: Band

Cinco horas após interrogatório, ex-presidente discursou em ato

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marcou presença no ato a seu favor, no centro de Curitiba, após prestar depoimento por cinco horas para o juiz federal Sérgio Moro nesta quarta-feira. Cerca de 5 mil pessoas estavam no local, segundo a Polícia Militar.

Ao lado da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), e ovacionado pelos manifestantes, o petista agradeceu o que chamou de solidariedade com ele. "Se não fosse por vocês, eu não suportaria o que fizeram comigo".

Lula não deu detalhes do que respondeu para o juiz Moro, mas disse que nenhuma prova foi apresentada para ele durante o interrogatório. "Eu pensei que meus acusadores me mostrariam uma escritura, um documento, um pagamento, qualquer prova para dizer que aquele apartamento [o tríplex no Guarujá] é meu", declarou.

"Eu esperava que, depois de dois anos de massacre, eu chegaria lá e teria a escritura registrada com meu nome no cartório. [Mas não tinha] nada, nada. Só ficaram perguntando se eu conheço o [João] Vaccari [Neto], se eu conheço o Léo Pinheiro. Conheço e não tenho vergonha", disse.

"Não quero ser julgado por interpretações, quero ser julgado por provas."

Rodolfo Buhrer/Reuters

 

O ex-presidente contou ainda que gostaria que seu depoimento para Moro fosse transmitido ao vivo para que as pessoas "pudessem olhar nos olhos de quem está perguntando e de quem está respondendo". "Minha mãe nasceu analfabeta e morreu analfabeta, mas ela sempre dizia: 'Lula, a gente sabe quando a pessoa está falando a verdade pelos olhos, e não pela boca'".

"Eu não seria digno de vocês, dos movimentos que aqui estão representados, do carinho que vocês estão tendo comigo, se eu tivesse alguma culpa", completou. "Prefiro ser atropelado por um ônibus do que mentir para vocês."

O ex-presidente afirmou ainda que vai comparecer a quantas audiências forem necessárias. "Se tem um brasileiro, um ser humano em busca da verdade, sou eu", pontuou.

Lula pediu, por fim, respeito à sua família a ele próprio. "Minha mulher morreu, eu tenho cinco filhos e oito netos; eu disse para eles: ‘vocês não respeitam se quer uma criança de quatro anos, que sofre bullying na escola que estuda por conta das mentiras que vocês contam sobre o Lula".

"Não quero afrontar ninguém, sou um cidadão que respeita as leis, a Constituição e a Justiça; mas uma coisa eu peço: em troca, quero que me respeitem."

No discurso, Lula adotou ainda um tom pré-eleitoral. "Eu estou vivo e me preparando para voltar a ser candidato a presidente deste País, eu nunca tive tanta vontade como eu tive agora", afirmou. "Estou com vontade de fazer mais e melhor."

Rodolfo Buhrer/Reuters

 

"O primeiro dos golpes foi com o meu impeachment. O segundo deles foi feito com o Teto dos Gastos na Educação e na Saúde. E agora eles conspiram para aprovar a mais grave mudança nas leis de proteção ao trabalho que esse País já viu", disse, citando a Reforma Trabalhista.

Dilma também comentou a Reforma da Previdência, outro pilar do governo Temer. "Esse retrocesso na Previdência vai nos condenar a uma das mais perversas legislações para aqueles que trabalham a vida toda e não terão condições de aposentar".

"Deram golpe porque, por quatro vezes, eles perderam as eleições", acrescentou. “Perder eleição não é vergonha”

Por fim, ela enalteceu Lula, que tem chances de ser lançado como candidato em 2018 pelo PT. "O presidente Lula é uma liderança importante para o nosso País, e ele vai derrotar esse retrocesso que hoje o governo golpista está fazendo em Brasília a portas fechadas."

Fonte: Band

Empresário foi condenado a mais de nove anos na Operação Lava Jato

 

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (25) revogar a prisão domiciliar do empresário José Carlos Bumlai, condenado a mais de nove anos de prisão pelo juiz Sérgio Moro na Operação Lava Jato. Com a decisão, Bumlai ficará em liberdade e deverá cumprir medidas cautelares, que deverão ser concedidas e fiscalizadas pela primeira instância.

A decisão tomada pelo colegiado derruba liminar deferida pelo antigo relator da Lava Jato no STF, ministro Teori Zavascki, que morreu em janeiro. Em decisão individual, proferida em novembro do ano passado, Zavascki autorizou a prisão domiciliar para que Bumlai possa passar por um tratamento médico contra um câncer na bexiga.

Ao recorrer ao Supremo, a defesa do empresário defendeu a substituição da prisão domiciliar por medidas cautelares de forma definitiva, tese que foi aceita pelos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Celso de Mello. O relator, Edson Fachin, e Ricardo Lewandowski foram vencidos ao votarem a favor da manutenção da prisão domiciliar e pela decisão de Teori.

Bumlai é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de usar contratos firmados com a Petrobras para quitar um empréstimo com o Banco Schahin. Para os investigadores da Lava Jato, um empréstimo de R$ 12 milhões se destinava ao PT e foi pago mediante a contratação da empreiteira Schahin como operadora do navio-sonda Vitória 10.000, da Petrobras, em 2009.

Pela acusação, investigada na Operação Passe Livre, 21ª fase da Lava Jato, o empresário foi condenado a mais de nove anos de prisão.

Fonte: Agencia Brasil

Ex-presidente diz ainda desconhecer um possível adiamento de seu depoimento ao juiz federal Sergio Moro

Quatro dias após o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro ter afirmando que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a ele, em maio de 2014, para destruir provas sobre pagamento de propinas ao PT, o petista afirmou que os delatores sofrem "pressão" para incriminá-lo.

"O que fizeram em cima do Léo dando depoimento? O cara já está condenado há 26 anos. Temos de ter claro como as coisas acontecem. Desse jeito, o cara fala até da mãe", afirmou. Ele lembrou que hoje muitos delatores vivem em "mansões".

O ex-presidente disse desconhecer um possível adiamento de seu depoimento ao juiz federal Sergio Moro, em Curitiba, inicialmente previsto para ocorrer no dia 3 de maio. "Isso não é problema meu", afirmou ele, ao ser questionado por repórteres quando chegou ao Centro Internacional de Convenções, em Brasília para participar do seminário promovido pela bancada do PT.

Ao discursar, Lula disse que ninguém mais do que ele deseja a "verdade" dos fatos. "É a primeira oportunidade na qual eu vou ter de viva voz o direito de me defender. O direito que tenho de falar, porque faz três anos que estou ouvindo. Agora, parece que a grande prova contra mim é um pedágio", afirmou o ex-presidente numa referência a documentos, em poder do Ministério Público, mostrando que carros do Instituto Lula passaram por um pedágio em direção ao litoral paulista.

Acusações

Lula é acusado de ser o proprietário oculto de um tríplex no Guarujá, que foi reformado pela OAS. Réu em cinco ações penais, sendo três no âmbito da Lava Jato, o ex-presidente foi recebido no evento como candidato ao Palácio do Planalto. "Lula, guerreiro, do povo brasileiro", gritavam os militantes do PT. Em tom irônico, ele disse que a imprensa brasileira é "democrática". "Eu os amo de coração", afirmou.

Fonte: Band

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