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Saúde (32)

O vinho já foi associado a diversos benefícios para a saúde, principalmente no que diz respeito ao coração. Mas um novo estudo, realizado pelo Fundo Mundial para Pesquisas sobre Câncer, sugere que meia taça da bebida – ou um copo pequeno – por dia já é o suficiente para aumentar o risco de câncer de mama em mulheres.

Na verdade, neste caso, o dano está associado ao álcool e não à bebida em si. Um copo pequeno de cerveja por dia também foi associado ao aumento do risco do tumor. Por outro lado, a prática regular de atividade física de alta intensidade pode reduzir a probabilidade de sofrer da doença.

“Com este relatório abrangente e atualizado, a evidência é clara: ter um estilo de vida fisicamente ativo, manter um peso saudável ao longo da vida e limitar o álcool – são todas as medidas que as mulheres podem tomar para reduzir seu risco.”, disse Anne McTiernan, uma das autoras do estudo.

Menos álcool, mais exercício

Os pesquisadores analisaram 119 estudos já existentes, totalizando 12 milhões de mulheres, das quais 260.000 desenvolveram câncer de mama. Os resultados mostraram que apenas 10 gramas de álcool por dia – o equivalente a um copo pequeno de vinho ou cerveja – aumenta o risco de câncer de mama na pré-menopausa em 5%. A mesma quantidade de álcool aumentou em 9% a probabilidade de câncer de mama na pós-menopausa, a forma mais comum do tumor.

A revisão também mostrou que o excesso de peso e a obesidade aumentam a probabilidade de câncer de mama pós-menopausa. Por outro lado, a prática regular de atividade física diminuiu o risco dos dois tipos de tumor. Antes da menopausa, 45 minutos por dia de exercícios vigorosos, como corrida ou bicicleta, significaram uma redução de 17% no risco de câncer de mama. Após a menopausa, o impacto desse tipo de exercício foi de apenas 10%. Porém, a prática de atividades moderadas, como jardinagem ou caminhada, reduziu a probabilidade da doença em 13%.

Alimentação também contribui

No que diz respeito à dieta, o relatório concluiu que existem “evidências limitadas” que vegetais sem amido, como brócolis, repolho, couve-de-bruxelas, alho-poró, feijão e espinafre podem diminuir o risco dos chamados cânceres de mama negativos aos receptores de estrogênio. Embora seja um tipo mais raro de câncer da mama, tende a ser mais agressivo e ter um pior prognóstico.

Também foi encontrada uma associação entre dietas ricas em laticínios, cálcio e carotenoides e uma redução no risco de câncer de mama. Carotenoides são pigmentos sintetizados por plantas, que frequentemente são responsáveis por sua coloração amarelada, laranja ou vermelha. Alguns alimentos ricos na substância são abóbora, damasco, cenoura, espinafre e couve.

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A pele de tilápia é a nova promessa no tratamento de queimaduras. Desenvolvida no Ceará, a alternativa promete ser  melhor e mais barata em relação à terapia tradicional utilizada no Brasil.

O tratamento das queimaduras pelo Sistema Único de Saúde (SUS), na maioria dos serviços de queimados, é feito com pomada e curativos feitos com gaze, que são trocados a cada dois ou três dias, conforme a gravidade da ferida. Segundo Fábio Carramaschi, cirurgião plástico do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, a forma tradicional utilizada atualmente envolve o uso de pomada de sulfadiazina de prata, que possui função antimicrobiana.

Enquanto isso, em países como Argentina, Chile e Uruguai, o tratamento é feito com pele humana ou pele animal.

Segundo o cirurgião plástico Marcelo Borges, coordenador do SOS Queimaduras e Feridas do Hospital São Marcos, em Recife, idealizador do projeto, o tratamento tradicional é relativamente caro, justamente por conta da quantidade de material utilizado e das frequentes trocas de curativos, que também causam dor e desconforto ao paciente, o que gera a necessidade de administrar analgésicos e anestésicos, aumenta o trabalho da equipe e, consequentemente, os custos.

“Uma das coisas mais importantes do curativo com tilápia é que na queimadura superficial, a de segundo grau, ela fica até o final da cicatrização, algo em torno de dez dias, sem precisar trocar diariamente”, explica o coordenador.As tilápias são retiradas do açude Castanhão, em Jaguaribara, maior reservatório de água doce do Ceará, localizado a 260 quilômetros de Fortaleza. “As peles são lavadas no local de retirada com água corrente pela própria equipe, colocadas em caixas isotérmicas e levadas para o Banco de Pele na Universidade Federal do Ceará”, explica Edmar Maciel, cirurgião plástico coordenador da fase clínica em andamento no Instituto José Frota (IJF).

Depois de passarem pela esterilização inicial, são enviadas para São Paulo, ao Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) da Universidade de São Paulo (USP), onde passam por uma radioesterilização, procedimento que elimina possíveis vírus e garante a segurança do produto. Quando voltam para o banco de pele do estudo, após cerca de 20 dias, as peles são refrigeradas, e podem ser utilizadas em até dois anos. “A pele da tilápia, quando colocada, adere-se à pele ‘tamponando’ a ferida. Ela causa um verdadeiro ‘plastrão’”, explica Maciel. Com isso ela evita a contaminação do meio externo e que o paciente perca líquido e proteínas, causando desidratação e prejudicando a cicatrização.

De acordo com o médico, o resultado tem sido bastante positivo. “Até o momento não observamos nenhuma contraindicação. O que estamos estudando são ajustes de pele, formas de colocação, melhor maneira de dar maior conforto ao paciente”, salienta.

Atualmente, o tratamento está disponível apenas para feridos por queimaduras do Instituto José Frota (IJF), em Fortaleza e  já foi testado em mais de 60 pacientes.

VEJA

O vírus Zika poderia ser usado no tratamento de tumor cerebral. É o que acreditam cientistas da Universidade de Cambrigde, no Reino Unido. Em um estudo pioneiro, eles vão testar o efeito do vírus sobre o glioblastoma, forma mais comum e agressiva de tumor no cérebro.

Segundo os pesquisadores, cerca de 2,3 mil pessoas são diagnosticadas por ano com esse tipo de câncer na Inglaterra - e menos de 5% dos pacientes sobrevivem mais de cinco anos à doença.

Em seu trabalho, os cientistas vão tentar confirmar se o Zika pode destruir as células cancerosas no cérebro.

De acordo com eles, os tratamentos existentes contra o glioblastoma são limitados por causa da incapacidade de atravessar a barreira hematoencefálica - estrutura que atua principalmente para proteger o sistema nervoso central - e do fato de que as doses devem ser mantidas baixas para evitar danos ao tecido saudável.

O vírus Zika, por sua vez, consegue atravessar a barreira hematoencefálica e poderia atingir as células cancerosas, poupando o tecido cerebral adulto normal e abrindo assim uma nova possibilidade de atacar a doença.

"Esperamos mostrar que o vírus Zika pode retardar o crescimento do tumor cerebral em testes de laboratório. Se pudermos aprender lições a partir da sua capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica e atingir as células-tronco seletivamente, poderíamos ter na mão a chave para futuros tratamentos", explica o pesquisador Harry Bulstrode, da Universidade de Cambridge.

Os cientistas vão testar células tumorais em ratos em laboratório.

BOL

Que tal um brinde com… um copo de água? Segundo um estudo publicado recentemente no periódico científico Nutrients, apenas um copo de água por dia, desde que em substituição de um copo de cerveja ou refrigerantes, pode diminuir em até 20% o risco de obesidade e proteger contra condições relacionadas ao problema, como diabetes tipo 2 e doenças cardíacas.

O estudo

Pesquisadores da Universidade de Navarra e do Instituto de Saúde Carlos III, de Madrid, na Espanha, acompanharam 15.765 pessoas que não estavam acima acima do peso no começo do estudo. Eles mediram como o consumo de 17 bebidas diferentes afetava diretamente o peso. Depois de oito anos e seis meses, 873 participantes estavam obesos.

A equipe de pesquisa constatou que ingerir um copo de cerveja (330 ml) a menos diariamente e substituí-lo por água reduziu o risco de sobrepeso em até 20%. Já a substituição da mesma quantidade de refrigerante por água diminui a probabilidade em 15%. Enquanto isso, as outras 15 bebidas, incluindo sucos, café, leite e vinho, não mostraram mudanças significativas no peso dos voluntários.

“A obesidade carrega um alto risco de desenvolver outras doenças como diabetes e doenças cardiovasculares. Os possíveis efeitos em substituir essas bebidas por água é um fato importante a considerar para outras pesquisas de saúde pública”, disse ao Medical News Today, Ujué Fresán, um dos líderes da pesquisa. 

O estudo será apresentado no Congresso Europeu de Obesidade, um dos maiores do mundo sobre o tema, realizado entre 17 e 20 de maio, em Portugal.

Cerveja e calorias

Os especialistas dizem que a cerveja em si tem problemas particulares, devido ao alto teor calórico. Além disso, pode alimentar outros maus hábitos. Algumas pessoas tendem, por exemplo, a comer mais depois de alguns copos. Outra agravante é que, durante dietas, as pessoas geralmente esquecem de contabilizar as calorias ingeridas através das bebidas. 

“Depois da gordura, o álcool é o segunda substância mais calórica e a cerveja é a forma mais fácil de consumi-lo. Os efeitos foram menores com o vinho, por exemplo, porque ele tem menos calorias”, disse Paul Christiansen, professor da Universidade de Liverpool, no Reino Unido, que não participou da equipe de pesquisa, ao jornal britânico The Telegraph.

Segundo, os autores “substituir um um refrigerante (bebida açucarada) ou uma cerveja por uma porção (um copo) de água diariamente foi associado a uma redução na incidência da obesidade e a uma perda de peso mais acentuada ao longo de um período de quatro anos, no caso da cerveja.”

Apesar dos resultados, os autores ressaltam que os resultados foram gerados por meio de modelos matemáticos e, portanto, ainda precisam ser confirmados por meio de estudos intervencionais em pessoas.

VEJA

A australiana Olivia White, autora do blog "House of White", é mãe de duas crianças e recentemente publicou em sua conta do Instagram uma selfie que chocou os internautas. A imagem compartilhada pela blogueira mostra ela apenas algumas horas após a cesárea do segundo filho. Ela está deitada na cama do hospital e com um grande corte na parte inferior da barriga.

A ideia de Olivia é mostrar para as pessoas como realmente é passar por uma cesárea e que essa pode não ser a forma mais fácil de ter um bebê. "Eu sei que esse pode não ser o meu melhor ângulo, mas quem gostaria de tirar selfies após o parto para que possam ver onde te abriram e arrancaram uma pessoa inteira?", brincou na legenda da imagem.

Na publicação, Olivia descreve como as mulheres se sentem após a cesariana e após o efeito da anestesia. "É como se você tivesse sido atingida por um ônibus", fala. Ela também compara o corte de 15 centímetros da cirurgia com uma mordida de tubarão: "Você sente como se seus órgãos estivessem tentando escapar", diz. 

No entanto, fato de Olivia compartilhar a realidade com os seguidores não significa que ela tenha se arrependido de ter passado por uma cesariana. Apesar das consequências e dos desconfortos, a blogueira aproveitou para dizer que não mudaria a forma que o parto aconteceu e agradece pelo nascimento ter sido possível. "Se não fosse por isso, meu filho poderia não estar aqui hoje", finaliza. 

Repercussão

Mais de 53 mil internautas seguem as publicações de Olivia e a foto pós-parto destacou-se entre as demais com a quantidade de interações. Muitas mulheres que acompanham o trabalho da blogueira se identificaram com as palavras e disseram ter passado pelo mesmo. "Eu gostaria de ter tirado uma foto após o parto, mas eu fiquei completamente petrificada! Não consegui olhar ou tocar a cicatriz por semanas após dar à luz", disse uma seguidora.

"Às vezes as pessoas precisam de um pouco de realidade. Se não fosse uma cesárea de emergência meu filho não estaria aqui. Estou orgulhosa da minha cicatriz, obrigada por compartilhar", escreveu outra.

IG

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou neste mês uma medida que torna a Cannabis sativa oficialmente uma planta medicinal. A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) No 156, publicada no Diário Oficial da União do dia 8 de maio, incluiu a erva na Farmacopeia Brasileira, código oficial farmacêutico do Brasil.

A Anvisa já tinha admitido, em janeiro de 2015, as propriedades terapêuticas do canabidiol (CBD). O produto, que ganhou notoriedade nacional no início de 2014, por seu poder de controlar convulsões em epilepsias de difícil controle.

Em novembro de 2015, foi a vez de o THC ter sua prescrição permitida, desta vez por via judicial, graças a uma ação do Ministério Público do Distrito Federal.

Essa é, no entanto, a primeira vez que a Anvisa reconhece que a planta – o vegetal in natura, como se fuma, e não apenas seus componentes – tem potencial terapêutico.

Curiosamente, o reconhecimento da maconha como planta medicinal não é nenhuma novidade. Porque a primeira edição da Farmacopeia, que lista os vegetais com propriedades terapêuticas conhecidas, foi publicada em 1929 e a maconha já estava lá.

Em 1938, a erva foi proibida pela primeira vez no Brasil, e logo depois a espécie foi removida da lista.

Júlio Américo presidente da Liga Canábica, associação de pacientes que usam maconha com fins medicinais, ainda estuda quais as implicações práticas da medida.

“Não sabemos como isso vai afetar a questão dos pacientes, seja em autorizações para cultivo ou para importação. Precisamos saber se tem impacto ou é inocuo. Mas é uma coisa boa porque colocar a Cannabis numa lista de plantas medicinais é importante simbolicamente”, diz.

“Isso não muda o fato de ela ser proibida, a princípio. A proibição e a criminalizacão do cultivo persistem, mas com certeza é um grande avanço na perspectiva do acesso à saúde, porque abre caminho para a produção, distribuição e consumo para fins terapêuticos”, diz Emílio Figueiredo, advogado da Reforma (Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas).

EXTRA

O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) finalizou o primeiro sequenciamento completo do genoma do vírus da febre amarela responsável pelo atual surto no Brasil e identificou mutações nunca antes registradas. Segundo o estudo, publicado na última edição da revista científica Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, os microrganismos que têm se manifestado neste ano pertencem ao subtipo genético conhecido como linhagem Sul Americana 1E, predominante no país desde 2008. No entanto, eles apresentam oito variações em sequências genéticas, sendo sete associadas a proteínas envolvidas na replicação viral, o que pode ser uma explicação para este ser o surto mais severo das últimas décadas, com a rápida difusão da doença que atingiu locais considerados livres da doença há quase setenta anos. De acordo com os pesquisadores, a vacina disponível no Brasil protege contra diferentes linhagens do vírus, incluindo a Sul Americana 1E, e as alterações genéticas encontradas não ameaçam sua eficácia. Contudo, o impacto das mutações para a saúde pública ainda precisa ser investigado.

Alterações genéticas

Para sequenciar o genoma do vírus atual, foram investigadas amostras de dois macacos bugios (da espécie Alouatta clamitans) oriundos do Espírito Santo e mortos no final de fevereiro de 2017. “Os bugios são especialmente importantes nas investigações sobre a febre amarela por serem considerados ‘sentinelas’: como são muito vulneráveis ao vírus, estão entre os primeiros a morrer quando afetados pela doença. Além disso, estes animais amplificam eficientemente o vírus em seu organismo, favorecendo a infecção de mosquitos que habitam as matas e a disseminação da transmissão. Por isso, sua morte dispara um alerta para a possível presença do vírus em uma localidade”, afirmou o veterinário Ricardo Lourenço, chefe do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do Instituto Oswaldo Cruz, um dos autores do estudo, em comunicado.

Após a extração do material genético (RNA) das amostras foi realizado o processo de sequenciamento completo do genoma. Ao analisá-lo, os cientistas constataram que as duas amostras tinham sequências genéticas idênticas entre si, com as mesmas modificações no código genético dos vírus. Essas mudanças foram identificadas quando comparadas à sequência genética de vírus relacionados a surtos ocorridos desde a década de 1980 no Brasil e na Venezuela, país onde a linhagem Sul Americana 1E também é predominante.

Os cientistas, então, verificaram que todas as alterações no genoma estavam relacionadas a substituições de aminoácidos — as moléculas que compõem as proteínas. A maioria delas ocorreu nas duas proteínas mais importantes para a replicação viral, conhecidas como NS3 e NS5. É esse processo de replicação do vírus (em que ele produz cópias de si mesmo), que garante que o microrganismo provoque a doença. Segundo os pesquisadores, essas mudanças podem proporcionar uma vantagem seletiva, aumentando a capacidade de infecção e disseminação do vírus.

De acordo com dos cientistas, outras pesquisas são fundamentais para determinar se essas modificações no genoma são específicas dos microrganismos envolvidos no surto atual. “Este é um resultado inicial. Não podemos generalizar, pois ainda não sabemos se esse vírus é predominante no atual surto. Nesse momento, estamos buscando amostras de genoma do vírus da febre amarela oriundas de diferentes hospedeiros – incluindo seres humanos, macacos e mosquitos – e de diversificadas origens geográficas – especialmente no Sudeste do Brasil, onde a epidemia tem sido mais intensa – para compreender melhor esse fenômeno”, informou Lourenço.

Segundo os autores, a hipótese de que esta alteração genética seja mais antiga e que o vírus com essa característica esteja circulando há mais tempo não pode ser descartada. Isso porque há um número limitado de sequências genéticas completas de vírus da febre amarela das Américas depositados nos bancos de genomas internacionais.

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Falar sozinho não é coisa do louco, ou pelo menos não deveria ser. Segundo Paloma Mari-Beffa, professora de neuropsicologia da Universidade de Bangor, no Reino Unido, em entrevista à rede americana CNN, conversar consigo mesmo pode ser normal e até mesmo saudável.

Apesar da fala ter como principal objetivo a comunicação interpessoal, a maioria das pessoas tem o costume de falar sozinha. Essa prática, inclusive, pode oferecer benefícios para a saúde mental, de acordo com informações da CNN. 

Conversa interior

A conversa interior tem um papel fundamental na organização dos nossos pensamentos, nos ajuda a planejar ações, consolidar memórias e mediar nossas emoções. Em outras palavras, nos ajuda a controlar nossas vidas. Falar em voz alta pode servir como uma extensão dos pensamentos interiores, quando algum comando é ativado involuntariamente.

O psicólogo suíço Jean Piaget já havia observado como crianças pequenas controlavam suas ações assim que desenvolviam a linguagem. Quando se aproximam de superfícies quentes, por exemplo, as crianças geralmente dizem algo como “quente, quente” em voz alta e se afastam. Esse tipo de comportamento pode continuar na vida adulta. Pode parecer uma reação instantânea, mas quanto tempo realmente leva para realizar um pensamento? 

Controle comportamental

Uma pesquisa, da Wake Forest School of Medicine, nos Estados Unidos, feita com macacos, mostrou que eles conseguem controlar suas ações ativando metas em um tipo de memória específico para determinada tarefa. Se a tarefa é visual, como identificar bananas, por exemplo, o macaco ativa uma área do córtex pré-frontal diferente da qual ativaria se fosse uma tarefa sonora ou olfativa.

Já quando humanos realizaram testes similares, em pesquisa publicada no periódico científico Neuroscience Letters, eles pareceram ativar as mesmas áreas do cérebro, independente do tipo de ação. No entanto, os pesquisadores descobriram que o cérebro pode operar de forma muito similar ao dos macacos quando fazemos as tarefas sem falarmos sozinho, seja em silêncio ou em voz alta.

Nesse estudo, os participantes tinham que repetir sons sem significado, como “blá-blá-blá”, por exemplo, enquanto performavam tarefas visuais e sonoras. Por não conseguirmos dizer duas coisas ao mesmo tempo, murmurar esses sons tornava os participantes incapazes de falarem sozinhos durante as tarefas. Sob essas circunstâncias, humanos se comportam como macacos, ativando diferentes áreas do cérebro para cada atividade.

Ainda, o estudo mostrou que falar sozinho não é a única maneira de controlar nossos comportamentos, mas é o mecanismo padrão. Nós preferimos dessa forma, entretanto, isso não significa que controlamos tudo o que pensamos e dizemos em voz alta. De acordo com Paloma, quando tentamos evitar pensamentos que passam pela nossa cabeça antes de dormir, por exemplo dizendo a nós mesmos para não pensar, ativamos ainda mais os pensamentos aleatórios. 

Ansiedade e depressão

Embora esse mecanismo de ativação cerebral seja difícil de controlar, não é impossível e pode ser alcançado quando nos concentramos em algo com um propósito. Ler, por exemplo, é uma atividade mental que nos ajuda a suprimir os devaneios, sendo uma ótima forma de relaxar a mente. No entanto, um estudo descobriu que pessoas que sofrem de ansiedade ou depressão não conseguem desativar os pensamentos aleatórios, mesmo realizando essas atividades não relacionadas.

Nossa saúde mental depende tanto da habilidade de ativar pensamentos relevantes em determinadas atividades como de suprimir os irrelevantes. Técnicas como meditação e atenção plena têm o objetivo de reduzir esse stress mental. Quando nossas mentes devaneiam de forma que não conseguimos controlar, entramos em um estado de incoerência que, em alguns casos, pode ser descrito como doença mental. 

Conversa em voz alta versus silenciosa

A conversa interior nos ajuda a organizar nossos pensamentos e adaptá-los às nossas demandas, mas existe algo em especial sobre externá-los em voz alta? Por que não apenas guardá-los para nós mesmos, se não há ninguém ouvindo?

Em um recente estudo da Universidade de Bangor, pesquisadores mostraram que falar em voz alta, na verdade, melhora o desempenho nas atividades, até mesmo além do que é alcançado pela tática silenciosa. Os voluntários da pesquisa receberam uma série de instruções, que deveriam ler tanto em silêncio quanto em voz alta. Então, a equipe media a concentração e a performance dos participantes durante as tarefas e houve melhor desempenho em ambas quando as instruções foram lidas em voz alta.

Motivação

Muito dos benefícios de falar sozinho estão relacionados apenas com o fato de ouvir a si mesmo, pois as atividades auditivas, de acordo com o estudo, são mais controladas do que as escritas. Mesmo em tarefas desafiadoras, em geral, nossa performance é bem melhor quando refletimos em voz alta. Isso provavelmente explica por que tantos atletas, como os tenistas, por exemplo, falam sozinhos em momentos de tensão durante competições. Frases motivadoras, mesmo que vindas de nós mesmos, nos ajudam a manter o foco.

De fato, nossa habilidade de autodesenvolver instruções explícitas é uma das melhores ferramentas de controle cognitivo que temos, e elas são ainda mais eficazes quando faladas. Ao contrário do que parece, falar sozinho não é um sinal de loucura e sim de pleno funcionamento do cérebro.

 

Uma criança de 1 ano que morreu no domingo (30), em Campo Grande, foi vítima de gripe H3N2, segundo boletim epidemiológico divulgado ontem (3) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Este é o primeiro óbito confirmado pela doença neste ano em Mato Grosso do Sul. Conforme a SES,a  criança faz parte do grupo de risco e apresentou sintomas no dia 26 de abril, morrendo quatro dias depois. Exames confirmaram que se tratava de gripe.

De acordo com o boletim, de janeiro até hoje foram notificados 209 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), mas não foi confirmado nenhum caso de Influenza A H1N1.

No mesmo período do ano passado, considerado epidêmico para a doença, foram confirmados 117 casos de H1N1 , com nove óbitos.

Mesmo com a queda no número de notificações e casos confirmados, Secretaria de Saúde orienta que a população adote medidas básicas aos primeiros sintomas de doença e procurem unidades de saúde para se vacinar, caso façam parte do público-alvo. 

CAMPANHA DE VACINAÇÃO

Imunização começou no dia 17 de abril e ocorre em todas as unidades básicas de saúde dos municípios.

Fazem parte do grupo de risco idosos acima de 60 anos, crianças entre 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, indígenas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outra condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e professores do ensino básico, médio e superior.

Para receber a dose, todos devem apresentar o Cartão Nacional de Saúde (CNS) e/ou número prontuário da rede de saúde de Campo Grande (Hygia), documento pessoal de identificação e a caderneta de vacinação.

Além dos documentos exigidos para todos, os profissionais de saúde devem apresentar a carteira do conselho ou holerite; as gestantes e puérperas o cartão da gestante, laudo médico ou exames com identificação; e os indígenas o cadastro na SESAI.

Já os professores devem apresentar um holerite e os documentos obrigatórios para todos do grupo de risco.

Os portadores de doenças crônicas precisam apresentar e deixar nas unidades de vacinação, cópia do laudo indicando a doença ou uma receita, ambos com carimbo e assinatura do médicos.

Campanha segue até o dia 26 de maio.Em Mato Grosso do Sul serão aplicadas aproximadamente 750 mil doses , distribuídas aos 79 municípios.  

CORREIO DO ESTADO

 

Salário-base hoje é de R$ 2,5 mil para 12 horas de trabalho por semana; categoria já adiantou que não fará acordo nas condições propostas

A Prefeitura de Campo Grande pretende aumentar em 138,4% o salário-base dos médicos da rede municipal, que passará de R$ 2.516,72 para R$ 6 mil. Os profissionais, contudo, terão de cumprir 24 horas de carga horária semanal e não as 12 horas previstas nos contratos atuais.

Conforme a assessoria de imprensa do órgão, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) fez a proposta ao Sinmed-MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul). A entidade que representa a categoria afirma, entretanto, que no dia 28 de março protocolou ofício contendo o pedido de reajuste salarial e outras reivindicações dos profissionais, mas que até agora não recebeu contraproposta de maneira formal.

Os médicos, ainda conforme o Sinmed, pleiteiam aumento de R$ 2 mil no salário-base, que passará a ser de R$ 4,5 mil para 12 horas de trabalho.

Números – A rede municipal de saúde conta hoje com 1.098 médicos, conforme a Sesau. Ainda segundo a secretaria, todos eles recebem gratificações e pelos plantões – de seis e 12 horas – feitos ao longo da semana. Portanto, com os acréscimos, os profissionais recebem de R$ 5 mil a pouco mais de R$ 20 mil por mês.

Pelos plantões, a prefeitura paga R$ 830,56 para cada 12 horas trabalhadas em dias úteis pela manhã ou à tarde, R$ 913,60 para quem cumpre plantão no período noturno e R$ 996,11 para os escalados aos fins de semana e feriados.

A remuneração dos plantões dos pediatras é diferente porque neste ano, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) criou bônus, que rendem até R$ 460 a mais, para os especialistas que pegarem os plantões matutinos e vespertinos.

Cálculo - Para que o salário chegue a R$ 6 mil, a Sesau quer incorporar à remuneração algumas das gratificações pagas aos profissionais - adicional de responsabilidade técnica desempenho médico e incentivo ambulatorial.

Já os adicionais por tempo de serviço, noturno, promoções e aperfeiçoamento, continuam servindo como acréscimo extra aos salários.

Impacto – A reportagem tentou contato com o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, e também com o secretário de Finanças, Pedro Pedrossian Neto, para questionar sobre o impacto na folha de pagamento dos servidores, que em março fechou em R$ 98 milhões, mas nenhum dos dois atendeu às ligações.

A prefeitura não divulgou quanto o aumento custará aos cofres municipais. Conforme a assessoria de imprensa, “Ainda não é possível mensurar o impacto na folha de pagamento, em virtude das gratificações que serão incorporadas e que já fazem parte do pagamento dos profissionais”.

O município terá de fazer malabarismo para atender as reivindicações do funcionalismo público sem ultrapassar o limite de gastos com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de até 54% da receita corrente líquida, 51,3% recomenda a legislação para que o gestor tenha o mínimo de governabilidade.

Conforme dados, encaminhados à Câmara Municipal junto com a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), até dezembro de 2016, o município gastava 52,85% como pagamento dos servidores.

Negociação e greve – O presidente do Sinmed, Flavio Freitas Barbosa, reuniu-se com o secretário Marcelo Vilela e com o prefeito Marquinhos Trad nesta semana para discutir o aumento de salário.

Na noite de ontem, entretanto, médicos reuniram-se em assembleia-geral para analisar a contraproposta feita informalmente aos profissionais. Segundo a assessoria de imprensa, a categoria não aceitará o que foi oferecido pelo município e marcou nova assembleia para a próxima quarta-feira, quando vão decidir se entram em greve ou não.

Fonte: Campo Grande News

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