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Economia (47)

Papéis foram as maiores altas na bolsa em meio à notícia de que a J&F, controladora da empresa, havia contratado o Bradesco para venda da Alpargatas

Os papéis da JBS dispararam na bolsa nesta quinta-feira, fechando o dia com alta de 22,54%, em meio a rumores de venda de empresas da J&F, seu grupo controlador. Foi a ação que mais se valorizou no dia. O Ibovespa ficou praticamente estável, com queda de 0,05%, a 63.226 pontos. A valorização surge após notícias de que o banco Bradesco BBI havia sido contratado pela J&F para vender suas empresas Alpargatas, Vigor e Eldorado.

As ações preferenciais da Alpargatas, que fabrica calçados, também tiveram alta, de 4,04%. Já a empresa de laticínios Vigor e a companhia de celulose Eldorado não têm ações negociadas na bolsa.

Procurado pela reportagem de VEJA, o banco negou que tenha fechado negócio com a empresa. Em nota, a A J&F informa “que não é verdadeiro o relato de que contratou o Bradesco BBI ou qualquer outro banco para a venda de ativos”.

A valorização dos papéis da empresa pode ser apenas um ajuste de preço. As ações da JBS acumulavam queda de 42,5% entre o dia 11 de maio e a manhã desta quinta-feira. A empresa negocia um acordo de leniência com a Procuradoria-Geral da República, que busca obter o pagamento de 11 bilhões de reais em 10 anos.

Nas duas últimas semanas, a JBS foi alvo de uma operação da Polícia Federal (Bullish) que apura se houve favorecimento ilegal a ela por parte do BNDES e também a revelação de que um dos sócios da J&F, Joesley Batista, havia fechado acordo de delação premiada. A notícia de que o empresário havia gravado o presidente da república, Michel Temer, dando aval à compra do silêncio do ex-deputado preso Eduardo Cunha (PMDB-RJ) fez os mercados desabarem no dia 19.

Fonte: Veja

Senadores bateram boca e quase entraram em confronto físico nesta terça-feira (23), quando o governo tentava avançar com a reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

A leitura do relatório, marcada para esta terça, chegou a ser interrompida depois que parlamentares se agrediram com xingamentos de "bandido" e "vagabundo".

A oposição tentou impedir a leitura do relatório por meio de um requerimento apresentado à mesa diretora da comissão. Contudo, o pedido foi rejeitado em votação apertada, por 13 votos a 11.

A confusão começou quando o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) tentou subir na mesa e Fátima Bezerra (PT-RN) sentou-se para comandar a sessão.

Randolfe disse para o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) que ele "apoiava um governo corrupto". O tucano respondeu chamando Randolfe de "bandido", que retrucou: "me respeite, bandido é o senhor". Ataídes se irritou e partiu para cima de Randolfe, chamando-o de "moleque" e "vagabundo".

Ataídes foi retirado da sala por seguranças. Enquanto saía, gritava: "Moleque! Vou te pegar lá fora".

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) saiu em defesa de Randolfe. "Eu tô de segurança porque ele é franzino", disse o petista, enquanto protegia o colega com os braços.

Depois do bate-boca, senadores da oposição formaram um cordão em frente à mesa para impedir a leitura do relatório.

No fundo da sala, sindicalistas que se opõem à reforma trabalhista gritavam palavras de ordem como "Fora, Temer", "Jucá na cadeia" e "Cadê o Aécio?".

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi afastado do mandato na semana passada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), sob suspeita de corrupção e obstrução à Justiça.

Ricardo Ferraço (PSDB-ES), relator da reforma trabalhista, deixou a sala no meio da confusão, aconselhado pelo líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR).

LEITURA DO RELATÓRIO

A confusão interrompeu os trabalhos na comissão e apenas senadores puderam ficar na sala. O presidente da CAE, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), reabriu a sessão e deu o relatório como lido.

Randolfe deixou a sala dizendo que o governo queria ler o texto "na marra". O senador chamou ainda a base governista de "autoritária".

"Esse é um retrato de um governo que não se sustenta mais e precisa ficar fazendo sessão às pressas", disse.
Já o vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), disse que a oposição não "conseguiu ganhar no voto" e, por isso, tentou "ganhar no braço".

"O que se deu foi uma cena triste. Arrancar de microfones, sopapo para cá, sopapo para acolá", disse o senador em plenário, logo após o encerramento da sessão.

O senador Ataídes, que foi para cima de Randolfe, deixou a sessão afirmando que "só no Brasil [isso acontece]. Uma cena lamentável", disse.

REFORMA

A confusão e a leitura protocolar do texto nesta terça representam uma derrota no governo. Após intensas reuniões ao longo do fim de semana, o Palácio do Planalto manteve o discurso de "continuidade dos trabalhos" no Congresso, numa tentativa de dar aparência de "normalidade" em meio à crise política.

A leitura do relatório, que sugere a alteração da reforma por meio de vetos e de uma medida provisória, era o primeiro passo nas mudanças na CLT no Senado.

TEXTO

O relatório apresentado por Ferraço menciona um "acordo institucional" com o governo para que alguns pontos sejam vetados do texto.

"Concertamos junto ao Poder Executivo que alguns itens da proposta em tela devem ser vetados, podendo ser aprimorados por meio da edição de medida provisória", diz o texto.

A edição de uma MP para modificar pontos em que haja desacordo na base foi proposta por Temer para evitar que o projeto sofra modificações e, com isso, tenha de voltar à Câmara.

O relator apontou a necessidade de serem revistos seis pontos do texto aprovado pela Câmara dos Deputados:

1) possibilidade de gestantes e lactantes trabalharem em locais insalubres;

2) possibilidade de acordo individual para a jornada 12h X 36h;

3) criação do trabalho intermitente;

4) possibilidade de negociação do intervalo para almoço;

5) nomeação de um representante dos trabalhadores dentro das empresas;

6) revogação dos 15 minutos de descanso antes da mulher fazer hora extra.

Ao sugerir modificações, Ferraço disse julgar que o Congresso tem de "buscar um equilibro que contemple o mercado de trabalho de diversos "Brasis", e não o de legislar pela exceção de acordo com demanda deste ou daquele setor", diz o texto.

Com o relatório dado como lido, o próximo passo é a votação na CAE. Antes de ir a plenário do Senado, última etapa da votação na Casa, o projeto precisa ser apreciado por outros dois colegiados: Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

O calendário inicial do governo era de aprovar a reforma trabalhista até meados de junho. Diante da crise, o cronograma deve ser alterado.

Fonte: Folha press

O presidente Michel Temer sancionou nesta sexta-feira (19) projeto de socorro aos Estados em calamidade financeira.

A iniciativa foi sancionada sem vetos e deve ser publicada na edição de segunda-feira (22) do "Diário Oficial da União".

O texto-base foi aprovado na última quarta-feira (17) por 56 votos favoráveis e 9 contrários. Os senadores rejeitaram três destaques que poderiam mudá-lo.

Assim como fez na votação na Câmara, em abril, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ) acompanhou a discussão desta quarta-feira no plenário do Senado.

O Rio de Janeiro é o primeiro da fila de interessados no socorro. Rio Grande do Sul e Minas Gerais também são candidatos ao socorro financeiro.

O programa permite que Estados em calamidade financeira deixem de pagar a dívida com a União e com os bancos estatais por três anos.

CORTAR NA CARNE

Para o benefício, é preciso que seja feito um ajuste fiscal rigoroso: com privatização de estatais e congelamento de salários de servidores.

O texto alivia as contrapartidas, mas recebeu a bênção do governo. Uma derrota para o Ministério da Fazenda foi a derrubada, na Câmara, do aumento da contribuição previdenciária dos servidores, de 11% para no mínimo 14%, como condição para a ajuda aos Estados.

O governo pretendia restabelecer essa medida no Senado, mas desistiu, pois isso faria o texto voltar à Câmara novamente.

O projeto também amplia a lista de ativos que podem ser privatizados sob supervisão da União para que os Estados reequilibrem suas contas.

Além de empresas de energia, saneamento e bancos, o texto incluiu um "outros", o que abrirá a possibilidade de entrega de imóveis ao governo federal.

Também caiu a exigência de que os Estados não possam conceder benefícios e vantagens a servidores durante a vigência do programa de socorro, como licença-prêmio, e reajustes automáticos de acordo com o tempo de trabalho do funcionário no serviço público.

Os governadores também conseguiram reduzir de 20% para 10% o enxugamento nos incentivos fiscais concedidos.

Fonte: Correio do Estado

Petrobras, Itaú e Bradesco são os mais atingidos

A bolsa de valores brasileira perdeu 219 bilhões de reais nesta quinta-feira (18). Veja abaixo as empresas com maiores perdas:

Petrobras: R$ 27,4 bilhões

ItauUnibanco: R$ 26,6 bilhões

Bradesco: R$ 24,4 bilhões

Banco do Brasil: R$ 18,7 bilhões

Ambev: R$ 13,1 bilhões

Santander: R$ 11,9 bilhões

BBSeguridade: R$ 6, bilhões

CCR SA: R$ 5,3 bilhões

Eletrobras: R$ 4,5 bilhões

Fonte: Veja

Será creditado nas contas das prefeituras brasileiras nesta quarta-feira, 10 de maio, o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) referente ao 1º decêndio do mês de maio de 2017. O valor total será de R$ 4.307.658.077,50, já descontada a dedução do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Em valores brutos, isto é, incluindo a dedução do Fundeb, o montante calculado é de R$ 5.384.572.596,88.

De acordo com o acompanhamento feito pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), o 1º decêndio de maio de 2017, quando comparado com o mesmo período do ano passado, foi registrado queda de 4,08% do valor repassado do FPM em termos nominais, ou seja, levando em conta os valores sem considerar os efeitos da inflação.

Já no caso de levar em conta as consequências da inflação, a CNM também identificou queda de 6,99% do valor real do repasse do 1º decêndio de maio em relação ao mesmo decêndio de 2016.

Acumulado do ano

O montante total de FPM repassado em 2017 até o momento totaliza R$ 36,262 bilhões. A CNM informa que esse valor corresponde a um aumento de 9,29% em relação ao montante transferido aos Municípios no mesmo período do ano anterior, sem considerar os efeitos da inflação.


Em caso de considerar os efeitos da inflação, o Fundo acumulado em 2017 apontou crescimento de 4,67% em relação ao mesmo período do ano anterior. Diante disso, a CNM destaca que os gestores municipais devem continuar se planejando para cumprirem suas obrigações orçamentárias, uma vez que os sinais de recuperação da atividade econômica devem ser intepretados de forma cautelosa.


O mês de maio, conforme a oscilação típica do FPM, é considerado um bom mês do repasse devido a entrada de receitas nos cofres públicos provocadas pelo resultado da Declaração de Ajuste Anual de imposto a pagar pelos contribuintes. Contudo, em razão das incertezas quanto à solidez da recuperação econômica para os próximos meses, a CNM reforça que é necessário atenção e boa gestão dos recursos municipais.Confira a íntegra da nota elaborada pela CNM com os valores do FPM repassados por Estado.


Fonte: Assomasul

Vendas de veículos novos em Mato Grosso do Sul tiveram queda de 16,36% no mês de abril no comparativo com março, recuando de 4.261 para 3.564 unidades.

Em relação a abril do ano passado, quando foram comercializados 4.061 veículos (entre automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros), a retração foi de 12,24%, ou menos 497 veículos emplacados no período, de acordo com dados divulgados ontem pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

No acumulado do ano, foram emplacadas 14.363 unidades no Estado em 2017, 1.627 a menos (-10,18%) que no mesmo período de 2016, 15.990 veículos. 

CORREIO DO ESTADO

Presidente afirmou que o país continuará a trabalhar mesmo com protestos

O presidente Michel Temer disse neste domingo (30) que as reformas propostas pelo governo federal são fundamentais para o país e, citando a reforma trabalhista, gera "incompreensões, objeções, contestações, mas que são típicas da democracia plena". O presidente disse ainda que país vai continuar a trabalhar com ou sem protesto.

"Quero aproveitar para contar a todos, especialmente à imprensa brasileira, que eu acabei de transmitir ao senhor vice-primeiro-ministro, as reformas fundamentais que nós estamos fazendo no Estado brasileiro, dentre elas a trabalhista que gera, em um primeiro momento, naturalmente incompreensões, objeções, contestações, mas que são típicas da democracia plena que nós vivemos em nosso país", disse Temer, na capital paulista, na cerimônia de abertura da Casa Japão São Paulo (Japan House), ao lado do primeiro-ministro japonês, Taro Aso.

No discurso, o presidente disse que o Brasil continuará a funcionar com ou sem protestos. "O Judiciário, o Executivo, o Legislativo e o brasileiro é naturalmente um povo otimista, um povo que não tem pessimismo em nenhum instante. Por isso é que nós dizemos: aconteça o que acontecer, haja protestos, não haja protestos, o Brasil continua e continuará a trabalhar".

Na última sexta-feira (28), foram realizados atos e greve geral de várias categorias no país em protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência.

"Lanço essa mensagem especialmente para os investidores brasileiros e naturalmente os investidores japoneses, que como mencionou o governador Geraldo Alckmin [também presente na cerimônia], já vem aplicando intensamente no nosso país. É para dar tranquilidade e a segurança de que nós estamos desobstruindo os caminhos da economia para alcançar a tranquilidade de todo o povo brasileiro e especialmente eliminar o desemprego, que aflige a muito nesse momento”, acrescentou Temer.

O presidente reuniu-se com o vice-primeiro-ministro japonês, a portas fechadas, pouco antes do evento.

Japan House

Inaugurada neste domingo na Avenida Paulista, a Japan House é uma instituição que tem o objetivo de apresentar o Japão do século XXI, por meio de ações nas áreas de cultura, gastronomia, tecnologia e negócios. Nos três andares do prédio, o público poderá conferir a partir de 6 de maio, exposições, seminários, entre outras atividades, que devem trazer ao Brasil criadores e empreendedores japoneses.

Esta é a primeira unidade de um projeto mundial do governo japonês. As próximas inaugurações ocorrerão nas cidades de Londres, na Inglaterra, e Los Angeles, nos Estados Unidos. “É uma alegria participar da inauguração da primeira Casa do Japão no mundo. Nós tivemos essa honraria extraordinária. Portanto este espaço alia a beleza e cultura do Japão e os laços humanos afetivos e de amizade que unem o nosso país ao estado japonês”, disse Temer.

Taro Aso considera positivo que a primeira unidade esteja na capital paulista. “São Paulo é o maior centro da América Latina do ponto de vista econômico e cultural e possui a maior comunidade nikkei do mundo, portanto tenho certeza de que São Paulo é ideal e melhor do que qualquer outra cidade como centro e polo informal do Japão”, disse o vice-primeiro-ministro japonês.

“Através da Japan House como uma plataforma vão surgir os novos negócios, novos projetos interuniversitários de pesquisas conjuntas e as novas gerações da comunidade nikkei começam a ter interesse sobre seu país de origem, mais turistas brasileiros visitam o Japão e os dois países trabalham em conjunto para superar os desafios comuns que existem no mundo. Ou seja, a Japan House aumenta e multiplica os círculos que unem Brasil e Japão, esse é o futuro que o Japão procura”, acrescentou.

A cerimônia teve a presença do governador Geraldo Alckmin, do prefeito João Doria, do ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes e do ministro da Cultura Roberto Freire.

Fonte: Band

O Governo do Estado vai depositar os salários dos cerca de 70 mil servidores nesta sexta-feira (28), os valores estarão disponíveis para saque amanhã (29). De acordo com a administração estadual, serão injetados R$ 450 milhões na economia do Estado.

A antecipação do salário, que normalmente seria pago na terça-feira (2), ocorre para "prestigiar” o Dia do Trabalhador, comemorado na segunda. O abono salarial que foi prorrogado até março de 2018 depois da aprovação do projeto do Governo também será depositado normalmente na remuneração dos servidores.

Em nota, o Governo informou que Mato Grosso do Sul integra grupo dos nove estados que não atrasaram salários nos últimos meses.

MIDIA MAX

Os novos valores começam a ser aplicados a partir desta sexta-feira, 21.

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira, 20, um aumento do preço do diesel nas refinarias em 4,3%, em média, e da gasolina em 2,2% em média. Os novos valores começam a ser aplicados a partir desta sexta-feira, 21.

Segundo a estatal, a decisão, do Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP), segue a política de preços anunciada em outubro de 2016. A Petrobras reafirma sua política de revisão de preços pelos menos uma vez a cada 30 dias.

"A decisão é explicada principalmente pela elevação dos preços dos derivados nos mercados internacionais desde a última decisão de preço, que mais que compensou a valorização do real frente ao dólar, e por ajustes na competitividade da Petrobras no mercado interno", informa a empresa.

A estatal destaca também que o comportamento dos preços de derivados foi marcado por volatilidade nos mercados internacionais em resposta a evento geopolítico, como o ocorrido na Síria.

"Os novos preços continuam com uma margem positiva em relação à paridade internacional, conforme princípio da política anunciada, e estão alinhados com os objetivos do plano de negócios 2017/2021", destaca a companhia.

A Petrobras lembra que a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados e que as revisões feitas pela empresa nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Isso dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e postos revendedores.

"Se o ajuste feito hoje for integralmente repassado e não houver alterações nas demais parcelas que compõem o preço ao consumidor final, o diesel pode subir 2,9% ou cerca de R$ 0,09 por litro, em média, e a gasolina, 1,2% ou R$ 0,04 por litro, em média", informa.

Angêlica Estado

Mesmo com a intenção do governo de acelerar a tramitação da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados, o projeto terá que ser discutido e votado na comissão especial seguindo o rito usual, já que o plenário não aprovou o requerimento de urgência para apreciação da proposta. Eram necessários 257 votos para a aprovação, mas a base aliada só conseguiu mobilizar 230 deputados favoráveis. O pedido teve 163 votos contrários. Com isso, o projeto terá que ser discutido e votado na comissão especial da reforma trabalhista antes de ser levado para apreciação no plenário.

A intenção do governo era pular etapas e colocar o projeto já na próxima semana. Com a rejeição da urgência, alguns prazos terão que ser obedecidos na comissão, entre eles duas sessões para vista do parecer e prazo de cinco sessões para apresentação de emendas, além da discussão e votação no colegiado.

O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) atribuiu o resultado a um movimento de articulação da oposição no plenário. “Começamos a organizar isso aqui nesta manhã, agitamos o plenário, mostramos que não aceitamos a retirada do direito de trabalhadores com uma tentativa de desviar o foco da corrupção. A base do governo ficou nervosa, se desesperou com a iniciativa”, afirmou.

Antes da votação, deputados da oposição chegaram a ocupar a Mesa Diretora dos trabalhos da Casa. Com cartazes na mão, eles criticaram a “pressa” do governo em votar a reforma trabalhista que, segundo a oposição, retira direitos dos trabalhadores. A deputada Luiza Erundina (PSOL-SP) chegou a sentar na cadeira de presidente da Casa. Inicialmente, a inclusão do requerimento deveria ter sido debatida na reunião de líderes, que estava prevista para o início desta tarde, mas foi cancelada pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Deputados da oposição questionaram a inclusão do requerimento na ordem do dia.

Após o resultado da votação, o presidente Rodrigo Maia atribuiu o resultado a um erro seu. “O erro foi meu. Fiz a votação com um quórum baixo, e alguns deputados não votaram.” Maia, no entanto, abriu uma brecha para que novo requerimento de urgência possa ser apresentado por líderes da base governista e votado ainda nesta terça-feira. “Se qualquer líder apresentar um requerimento, ele será colocado sobre a mesa”, apontou.

A afirmação causou indignação na oposição, que acusou Maia de quebrar as regras regimentais. Em seguida, Maia encerrou a sessão e convocou outra para votar o projeto que trata da recuperação fiscal dos estados superendividados.

Fonte: Correio do povo

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