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'Pensei que me mostrariam provas, mas não tinha nada', diz Lula após depoimento a Moro

11 Maio 2017
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Lula foi a manifestação após depoimento a Moro / Paulo Whitaker/Reuters

Cinco horas após interrogatório, ex-presidente discursou em ato

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marcou presença no ato a seu favor, no centro de Curitiba, após prestar depoimento por cinco horas para o juiz federal Sérgio Moro nesta quarta-feira. Cerca de 5 mil pessoas estavam no local, segundo a Polícia Militar.

Ao lado da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), e ovacionado pelos manifestantes, o petista agradeceu o que chamou de solidariedade com ele. "Se não fosse por vocês, eu não suportaria o que fizeram comigo".

Lula não deu detalhes do que respondeu para o juiz Moro, mas disse que nenhuma prova foi apresentada para ele durante o interrogatório. "Eu pensei que meus acusadores me mostrariam uma escritura, um documento, um pagamento, qualquer prova para dizer que aquele apartamento [o tríplex no Guarujá] é meu", declarou.

"Eu esperava que, depois de dois anos de massacre, eu chegaria lá e teria a escritura registrada com meu nome no cartório. [Mas não tinha] nada, nada. Só ficaram perguntando se eu conheço o [João] Vaccari [Neto], se eu conheço o Léo Pinheiro. Conheço e não tenho vergonha", disse.

"Não quero ser julgado por interpretações, quero ser julgado por provas."

Rodolfo Buhrer/Reuters

 

O ex-presidente contou ainda que gostaria que seu depoimento para Moro fosse transmitido ao vivo para que as pessoas "pudessem olhar nos olhos de quem está perguntando e de quem está respondendo". "Minha mãe nasceu analfabeta e morreu analfabeta, mas ela sempre dizia: 'Lula, a gente sabe quando a pessoa está falando a verdade pelos olhos, e não pela boca'".

"Eu não seria digno de vocês, dos movimentos que aqui estão representados, do carinho que vocês estão tendo comigo, se eu tivesse alguma culpa", completou. "Prefiro ser atropelado por um ônibus do que mentir para vocês."

O ex-presidente afirmou ainda que vai comparecer a quantas audiências forem necessárias. "Se tem um brasileiro, um ser humano em busca da verdade, sou eu", pontuou.

Lula pediu, por fim, respeito à sua família a ele próprio. "Minha mulher morreu, eu tenho cinco filhos e oito netos; eu disse para eles: ‘vocês não respeitam se quer uma criança de quatro anos, que sofre bullying na escola que estuda por conta das mentiras que vocês contam sobre o Lula".

"Não quero afrontar ninguém, sou um cidadão que respeita as leis, a Constituição e a Justiça; mas uma coisa eu peço: em troca, quero que me respeitem."

No discurso, Lula adotou ainda um tom pré-eleitoral. "Eu estou vivo e me preparando para voltar a ser candidato a presidente deste País, eu nunca tive tanta vontade como eu tive agora", afirmou. "Estou com vontade de fazer mais e melhor."

Rodolfo Buhrer/Reuters

 

"O primeiro dos golpes foi com o meu impeachment. O segundo deles foi feito com o Teto dos Gastos na Educação e na Saúde. E agora eles conspiram para aprovar a mais grave mudança nas leis de proteção ao trabalho que esse País já viu", disse, citando a Reforma Trabalhista.

Dilma também comentou a Reforma da Previdência, outro pilar do governo Temer. "Esse retrocesso na Previdência vai nos condenar a uma das mais perversas legislações para aqueles que trabalham a vida toda e não terão condições de aposentar".

"Deram golpe porque, por quatro vezes, eles perderam as eleições", acrescentou. “Perder eleição não é vergonha”

Por fim, ela enalteceu Lula, que tem chances de ser lançado como candidato em 2018 pelo PT. "O presidente Lula é uma liderança importante para o nosso País, e ele vai derrotar esse retrocesso que hoje o governo golpista está fazendo em Brasília a portas fechadas."

Fonte: Band

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Redação

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